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Presidente da LaLiga compara dirigentes do Real Madrid a métodos nazis: Real Madrid exige oficialmente a sua demissão imediata

Cristobal Blanco
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Real Madrid C.F. emitiu um comunicado oficial em resposta às declarações de Javier Tebas, presidente da LaLiga, que comparou a atuação da direção do clube aos métodos de propaganda utilizados pelo ministro da Propaganda da Alemanha nazi, Joseph Goebbels. Considerando as declarações «absolutamente intoleráveis», o clube acusou Tebas de falta de neutralidade e imparcialidade e exigiu a sua demissão imediata dos cargos de presidente da LaLiga e vice-presidente da Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF).

O comunicado oficial na íntegra:

Na sequência das declarações de Javier Tebas, presidente da LaLiga e vice-presidente da Real Federação Espanhola de Futebol, nas quais comparou a atuação da direção do Real Madrid aos métodos de propaganda utilizados por Joseph Goebbels, ministro da Propaganda da Alemanha nazi, e alegou que a Real Madrid TV serve de instrumento para esta suposta estratégia, o Real Madrid C.F. declara o seguinte:

1.O Real Madrid C.F. considera absolutamente intolerável e extraordinariamente grave que alguém que ocupa dois cargos de máxima responsabilidade no futebol espanhol recorra a uma comparação com os métodos de propaganda do regime nazi para desacreditar o nosso clube, a sua direção e o seu canal de televisão. A ressalva de que não se refere à ideologia nazi não atenua o caráter profundamente ofensivo, moralmente repugnante e institucionalmente indigno das suas declarações.

2.Estas declarações constituem mais um episódio dos repetidos ataques de Javier Tebas ao Real Madrid, ao seu presidente e aos seus meios de comunicação. É inaceitável que aproveite até perguntas, informações ou opiniões de jornalistas sem ligação ao clube para nos dirigir acusações, atribuindo-nos ações de terceiros pelas quais não temos qualquer responsabilidade.

3.É especialmente preocupante que Tebas utilize estas declarações para pôr em causa as iniciativas legítimas do Real Madrid e da Real Madrid TV no âmbito do caso Negreira.

Perante a falta de resposta à gravidade excecional do caso Negreira por parte das duas instituições em que Javier Tebas ocupa cargos de máxima relevância, o nosso clube viu-se obrigado a recorrer diretamente à UEFA para exigir um esclarecimento completo e exaustivo dos pagamentos efetuados durante muitos anos pelo F.C. Barcelona ao vice-presidente do Comité Técnico de Árbitros, bem como a adoção das medidas necessárias para salvaguardar a integridade das competições.

O Real Madrid exige também uma profunda reformulação do sistema de arbitragem e das estruturas federativas de governação, gestão, supervisão e disciplina, através da renovação das pessoas que ocuparam cargos de responsabilidade durante esse período.

O Real Madrid assinala que é particularmente significativo que Javier Tebas, enquanto presidente da LaLiga e vice-presidente da RFEF — organismo que supervisiona o Comité Técnico de Árbitros —, dedique os seus esforços a desacreditar o Real Madrid, em vez de usar a sua autoridade institucional para promover a investigação destes graves assuntos e impulsionar a necessária regeneração do futebol espanhol.

4.A conduta reiterada de Javier Tebas demonstra uma falta de neutralidade, respeito e imparcialidade totalmente incompatível com as suas responsabilidades institucionais. Na opinião do nosso clube, os seus ataques constantes ao Real Madrid e a quem exige transparência e regeneração constituem um verdadeiro flagelo para o futebol espanhol.

Por todas estas razões, o Real Madrid C.F. considera que as declarações e o comportamento reiterados de Javier Tebas seriam inadmissíveis em qualquer instituição desportiva europeia regida por princípios de respeito, neutralidade e integridade e que o desqualificam, do ponto de vista institucional, para continuar a ocupar os cargos que exerce.

5.Por conseguinte, o Real Madrid C.F. exige a demissão imediata de Javier Tebas dos cargos de presidente da LaLiga e vice-presidente da Real Federação Espanhola de Futebol.

O Real Madrid confirma que continuará a defender os seus direitos, o seu prestígio institucional, o esclarecimento integral do caso Negreira e a necessária reforma do futebol espanhol.